Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado
Nota Técnica
Junho de 2026 · em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Termo de Cooperação nº 04/2024) · execução: Instituto Cerrados & IPH-UFRGS.
O Cerrado é conhecido como o Coração das Águas, especialmente por abastecer 8 das 12 bacias hidrográficas do Brasil e países vizinhos. Do Cerrado saem 93% da Água do São Francisco, 100% da água do Parnaíba, mais de 3 mil nascentes que abastecem o bioma Amazônico, 100% da água do Pantanal, e mais 40% da Bacia do Paraná (Embrapa, 2021) Do ponto de vista hídrico, o bioma Cerrado é inequivocamente estratégico para o Brasil, pois hidrata 40% da população brasileira, abastece as usinas de Itaipu e Sobradinho, viabiliza mais da metade da produção de soja e carne bovina (54% e 55% respectivamente). Contudo, essa capacidade de abastecer com água importantes bacias hidrográficas brasileiras depende centralmente da manutenção dos ecossistemas naturais e da vegetação nativa, especialmente devido à sua contribuição para a infiltração e armazenamento que emprestam às áreas de Cerrado a função de regulação de vazões.
A vegetação nativa do Cerrado faz a interface entre a atmosfera e o solo. As árvores, arbustos e gramíneas do Cerrado amortecem o impacto das chuvas, possibilitam a infiltração da água no solo e conduzem a água por suas raízes profundas onde é armazenada no subsolo e lençóis freáticos (Spera et al., 2016; Costa e Pires, 2010). Essa água armazenada no solo profundo se movimenta lentamente para as porções mais baixas do relevo, alimentando os rios durante os períodos secos. Tais processos são componentes fundamentais da capacidade das bacias hidrográficas em regular o fluxo das águas, devendo ser gerenciados e protegidos para ampliar a segurança no provimento de água (Salmona et al., 2023; Silva et al., 2021; Pousa et al., 2019). O Cerrado também contribui com o equilíbrio da circulação das massas de ar, por meio da evapotranspiração e regulação da temperatura superficial (Spera et al., 2016; Costa e Pires, 2010). Esses processos mantidos pelo Cerrado de pé são essenciais não só para a manutenção da biodiversidade, mas também do modo de vida das populações humanas, incluindo a produção de energia, a agropecuária e a atividade industrial, setores altamente dependentes da disponibilidade de água (Salmona et al., 2023; Silva et al., 2021).
Figura 1. Diagrama das principais diferenças no ciclo hidrológico de áreas com e sem vegetação nativa do Cerrado. Fonte: Ambiental Media / Instituto Cerrados (2025).
No entanto, o desmatamento de mais de 50% (INPE, 2025) do bioma retroalimentam efeitos das mudanças climáticas que levam entre outros impactos, à redução 53,4% da extensão dos corpos hídricos naturais, levando a conflitos por água no meio rural, racionamentos nas grandes cidades e crises na geração e fornecimento de energia. Análises sistemáticas apontam uma tendência consistente de aridificação na região do Cerrado, resultante da combinação de fatores climáticos e de mudanças no uso do solo (Chagas et al., 2022). Essa tendência geral, evidenciada pela redução das vazões, reforça a necessidade de integrar estratégias de conservação do bioma às políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Por exemplo, ao observarmos o principal índice utilizado para a gestão dos recursos hídricos e concessão de outorgas de direito de uso da água, o índice Q90, que é vazão dos cursos d'água que é excedida 90% do tempo, observamos uma redução de 27,5% em relação às médias da década de 70 em relação à década atual (Ambiental Media, 2025).
Para que a vegetação do Cerrado continue a fornecer os serviços ecossistêmicos de regulação de vazões e provimento de água é indispensável, protegê-la e restaurá-la em áreas onde foi degradada. Para tanto é necessária a implementação de instrumentos de gestão da água e do solo capazes de sinalizar a sua importância para a sociedade e otimizar esforços para a sua conservação e manejo de forma apropriada, reforçando a capacidade dos ecossistemas do Cerrado em prover água. Tais instrumentos devem ainda se basear na melhor ciência e conhecimento disponíveis. Neste sentido foi desenvolvido o instrumento que define as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (APRHIC). Este instrumento baseia-se nos resultados de um estudo hidrológico que identificou áreas com maior potencial de infiltração e armazenamento de água para regulação de vazão e disponibilidade d’água em períodos secos. A partir desse mapeamento, poderão ser direcionados de forma mais eficiente esforços e programas de restauração, manejo, conservação e comando e controle, no Cerrado com vistas a maior ampliação da segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas.
A elaboração das APRHIC é resultado do Termo de Cooperação nº 04/2024, que teve como objeto o apoio na execução de ações estratégicas com vistas a proteção e revitalização de bacias hidrográficas e de aquíferos localizados no bioma Cerrado e adjacências, ação que indicará as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado. Esse trabalho resultou na Portaria GM/MMA nº 1.779, de 11 de setembro de 2026 e no mapa associado.
No âmbito do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a construção das APRHIC integra a agenda de proteção e revitalização de bacias hidrográficas e aquíferos, conduzida no marco do Termo de Cooperação nº 04/2024. A coordenação institucional cabe à Secretaria Nacional e de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental e o Departamento responsáveis pela pauta de águas, bacias hidrográficas e serviços ecossistêmicos — que atua como gestora da política pública e articuladora do instrumento junto às demais unidades do Ministério e às entidades vinculadas.
Por seu caráter multissetorial, a APRHIC opera de forma transversal. No campo da conservação e do uso do solo, dialoga com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no que tange às unidades de conservação e à proteção de mananciais; com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), quanto ao licenciamento, à fiscalização e ao controle do desmatamento; e com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), no que se refere ao Cadastro Ambiental Rural e à recomposição da vegetação nativa. No campo da gestão de recursos hídricos, articula-se com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com os comitês de bacia hidrográfica e com os órgãos gestores estaduais, subsidiando instrumentos como o enquadramento, a outorga e os planos de recursos hídricos. Essa transversalidade permite que o instrumento oriente, de maneira integrada, as ações de comando e controle, restauração, proteção e manejo, conectando a política ambiental à política de segurança hídrica e à agenda de adaptação às mudanças climáticas.
2. Procedimentos e resumo metodológico
A condução deste trabalho contou com atividades participativas entre elas o lançamento oficial da iniciativa, em 4 de setembro de 2024; o Seminário de Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas, realizado em 13 de junho de 2025; A Oficina Técnica sobre APRHIC, realizada em 22 de abril de 2026, entre outros momentos de troca conjunta. Esses encontros contaram com a participação de centenas de pessoas, representando instituições como: MMA, ICMBio, IBAMA, SFB, ANA, a academia por meio da participação representantes da Unicamp e da colaboração com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (IPH-UFRGS) que executou as análises em parceria com o Instituto Cerrados. Também participaram a sociedade civil organizada, que se fez presente por meio de representante de Comunidades Tradicionais, tais como Quilombolas e de Fundo e Fecho de Pasto, entre outras e iniciativas como o Tamo de Olho. Os encontros foram conduzidos no MMA conjuntamente ao Instituto Cerrados, com o objetivo de promover discussões para elaboração e validação metodológica e dos resultados, que se seguem.
As áreas aqui identificadas foram priorizadas com o objetivo de conservar a capacidade das bacias hidrográficas em regular os fluxos da água e ampliar a disponibilidade em períodos de seca. Dessa forma, as "áreas prioritárias para infiltração de água no bioma Cerrado" são aquelas com maior potencial de contribuir para o serviço ecossistêmico de regulação de fluxo nas bacias hidrográficas. Esse potencial está diretamente associado ao comportamento hidrológico da paisagem do Cerrado e é essencial para gestão da água e do planejamento territorial em diferentes escalas e governanças.
Para identificação dessas áreas, foram avaliados e combinadas cinco dimensões, são elas: (1) a importância hidrológica natural (o componente central), (2) o índice de conservação natural, (3) o risco de antropização (risco de desmatamento) de áreas preservadas e (4) o risco de degradação de áreas antropizadas (5) risco de aridez.
Figura 2. Ilustração simplificada da composição de índices e riscos que indica as áreas prioritárias.
Essas cinco dimensões foram combinadas em análises em três escalas, são elas: escala de bioma, escala de Região Hidrográfica, escala de Unidade de Planejamento Hidrográfico. Essa integração permitiu delinear diretrizes de ação para cada local, indicando predomínio de ações a serem feitas, agrupadas em: Ação de Proteção, Ações de Restauração, Ações de Comando e Controle e Ações de Manejo e Reservação de Água.
É importante destacar que a importância hidrológica é uma medida relativa: cada bacia é classificada por comparação com o conjunto amostral de referência da respectiva escala. Por isso, a análise em escala de bioma tende a realçar as macroestruturas da paisagem — como as chapadas e as zonas de recarga de aquíferos —, concentrando os hotspots de prioridade nessas feições de destaque regional. À medida que a escala se reduz para a Região Hidrográfica e, sobretudo, para a Unidade de Planejamento Hídrico, cada unidade passa a apresentar sua própria distribuição interna de prioridades, o que garante que áreas localmente relevantes sejam identificadas independentemente de sua posição no contexto do bioma. Essa é a principal razão para a adoção complementar das três escalas: elas respondem a diferentes níveis de decisão e governança, do planejamento nacional à gestão local de bacias.
Cabe ainda esclarecer o recorte espacial das análises sub-bioma. Nas escalas de Região Hidrográfica e de Unidade de Planejamento Hídrico, a amostra considera exclusivamente as sub-bacias da malha BHO — no nível BHO5k — inseridas na zona de influência hidrológica do Cerrado, e não a extensão completa de cada região ou unidade. Dessa forma, todos os percentuais e áreas apresentados nos resultados por território referem-se sempre à porção Cerratense do respectivo recorte, condição que assegura a coerência entre as escalas e evita a superestimação de áreas situadas fora do bioma.
As cinco dimensões de análise — importância hidrológica, conservação, risco de desmatamento, risco de degradação do solo e risco de aridez — combinadas nas escalas de bioma, região hidrográfica e unidade de planejamento hídrico.
O índice de importância hidrológica natural corresponde ao potencial de infiltração da água de chuva. Para sua composição são usadas as seguintes variáveis hidroambientais: a topografia, solos e geologia, pluviosidade e evapotranspiração potencial. Cada variável hidroambiental foi escalonada via lógica fuzzy (variando de 0 a 1) e agregada por bacia hidrográfica na malha BHO (sistema de Ottocodificação) em múltiplos níveis. As bacias hidrográficas da malha BHO foram classificadas quanto a importâncias hidrológica, via agrupamentos de percentis, sendo valores acima do percentil 90 tidos como de importância l “Extremamente alta”, valores entre os percentis 70 e 90 classificadas como importância “Muito alta” e valores entre 50 e 70 classificados como de importância “alta” e áreas abaixo desses percentis são classificadas como “Regulares”. Cabe ressaltar que as áreas com risco de aridez, por serem baseadas na métrica de déficit de umidade (menor pluviosidade que evapotranspiração), são priorizadas seguindo este critério de déficit e não pelos percentis. Abaixo as figuras que ilustram as variáveis hidroambientais escalonadas de 0 a 1.
Figura 3. Mapas das variáveis hidroambientais escalonadas de 0 a 1 (topografia, solos e geologia, pluviosidade e evapotranspiração potencial) que compõem o índice de Importância Hidrológica.
Os indicadores dessa abordagem foram calibrados e validados conforme dados empíricos coletados em bacias hidrográficas na região central do Cerrado, e a calibração foi realizada por meio de análise hidrológica fundamentada em métodos geomorfológicos desenvolvidos e publicados em periódicos internacionais (Possantti et al., 2023; Barbedo et al., 2022). Os métodos assimilaram conceitos modernos de hidrologia para estimar o potencial de infiltração, como o conceito de área de contribuição variável para respostas rápidas — relacionado à expansão e retração de áreas úmidas ripárias. Dados empíricos de chuva e vazão foram analisados em um arranjo de oito bacias quase-pareadas, de maneira a se calibrar e validar a análise topográfica adotada.
Esse arranjo de bacias-referência permitiu associar diretamente o grau de conservação da vegetação nativa à capacidade de regulação hídrica. Em um gradiente que vai de bacias altamente preservadas — como o Ribeirão Bananal, com cerca de 80% de cobertura nativa e inserido no Parque Nacional de Brasília — a bacias fortemente antropizadas, como o Pipiripau, de predomínio agrícola, observou-se que as áreas mais conservadas sustentam vazões de base mais elevadas durante a estação seca, indicador direto da produção anual de água. Ainda que a precipitação média mensal supere amplamente as vazões — refletindo coeficientes de escoamento entre 20% e 30%, típicos das elevadas perdas por evapotranspiração no Cerrado —, a bacia mais conservada exibe maior regularização do escoamento e vazões mínimas consistentemente superiores no período de estiagem. Esse resultado empírico, juntamente a outros trabalhos científicos, fundamenta o pressuposto central do instrumento: conservar a vegetação nativa é conservar a capacidade da paisagem de regular e prover água.
Figura 4. Fluviograma comparado entre uma bacia antropizada e uma conservada, evidenciando a regulação do fluxo na bacia conservada e sua perda na antropizada, e mapas das bacias analisadas em gradiente de conservação.
Do ponto de vista metodológico, o potencial de infiltração foi estimado a partir de um índice topográfico do tipo HAND (Height Above the Nearest Drainage, ou altura acima da drenagem mais próxima), que descreve a posição relativa de cada ponto da paisagem em relação à rede de drenagem e permite delimitar as áreas com maior propensão à saturação e à infiltração. O limiar de HAND que separa essas áreas foi calibrado a partir da relação entre a umidade antecedente e a resposta hidrológica observada nas bacias-referência, adotando-se o percentil superior da distribuição dos coeficientes de escoamento como condição representativa. Essa calibração conferiu base física ao conceito de área de contribuição variável, ajustando a análise às condições reais do Cerrado.
Estimativa do potencial de infiltração pelo índice topográfico HAND (altura acima da drenagem mais próxima), que delimita as áreas mais propensas à saturação e à recarga.
O índice de Predominância de Uso e Cobertura do Solo Para o presente estudo, agrupou áreas com pelo menos 60% de vegetação nativa na classe de “Predominantemente Vegetação Nativa” e bacias com menos de 60% de vegetação nativa, como “Predominantemente Cobertura Antropizada”. O valor de 60% foi escolhido por um critério pragmático, de maneira a caracterizar plenamente as regiões com maior potencial de preservação, como o Jalapão, Ilha do Bananal, Pantanal, entre outros.
A terceira dimensão é a do risco de perda dos serviços naturais de regulação hídrica.
O Índice de risco se subdivide em quatro, são eles: risco de antropização (risco de desmatamento), risco de degradação do solo, risco de déficit de umidade (menor pluviosidade que evapotranspiração) e risco padrão. Em áreas de predominância natural, o risco há o risco de antropização, que identifica regiões sob pressão de perda da cobertura nativa, levando-se em conta a tendência de desmatamento de dados de 2018 a 2023 anos.
Risco de antropização: regiões sob pressão de perda da cobertura nativa, a partir da tendência de desmatamento observada entre 2018 e 2023.
Nas áreas em que a precipitação é menor que a potencial evapotranspiração, são classificadas como o risco de Aridez. Neste caso, é representado pelas porções de valores negativos no mapa de Índice Climático de Umidade (Willmott, 1992) da sessão anterior.
Já nas áreas de predominância antrópica, há duas possibilidades de risco: o “Risco de Degradação”, que indica possibilidade de erosão, associado a solos e relevos menos estáveis.
Risco de degradação do solo: erodibilidade (fator K-USLE) associada a solos e relevos menos estáveis.
e em áreas já antropizadas mas com relevos e solos com menor risco de desagregação, são identificadas com “Risco Padrão”. Sendo Risco Padrão o risco de perda de conservar a capacidade da bacia hidrográfica em regular os fluxos da água e ampliar a disponibilidade em períodos de seca, comum a todas as classes.
Conforme as condições de cada bacia hidrográfica são indicadas ações prioritárias. Segue as combinações de condições que indicam as respectivas ações predominantes em cada bacia hidrográfica:
Bacias hidrográficas predominantemente com vegetação nativa sem tendência de desmatamento recente, são indicadas majoritariamente ações de Proteção;
Bacias hidrográficas predominantemente com vegetação nativa com tendência de desmatamento recente, são indicadas majoritariamente ações de Comando e Controle;
Bacias hidrográficas predominantemente antropizadas com combinações de solo e relevo sem propensão a erosão, é majoritariamente indicado restauração ecológica;
Bacias hidrográficas predominantemente antropizadas com combinações de solo e relevo com propensão a erosão, é indicado restauração ecológica e manejo do solo;
Bacias hidrográficas predominantemente com déficit de umidade (menor pluviosidade que evapotranspiração) são indicadas ações de manejo do solo e reservação d’água;
Bacias hidrográficas predominantemente com déficit de umidade e sobreposição com outras áreas prioritárias, conforme indicadas acima, são indicadas combinações das ações listadas anteriormente, as ditas “Conjunto de Ações Diversas”.
A legenda do mapa e portaria das APCAs (Figura 5) apresenta de forma combinada os elementos na seguinte ordem: Prioridade Hidrológica, Ação Prioritária e Riscos Predominantes. Portanto, na legenda o mapa das APRHIC combina três elementos simultaneamente. A Prioridade Hidrológica indica o potencial de regulação do fluxo hidrológico (vazão do rio) por ampliar a infiltração da água no solo; os Riscos Predominantes indicam as principais perdas ambientais no caso de não ação, sendo que em todos os riscos está associado o risco padrão de perda vazão dos rios; as Ações Prioritárias, orientam o que deve ser feito na bacia e é uma indicação majoritária pois outras ações podem ser indicadas também em análises específicas.
Figura 5. Legenda do mapa das Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado — combinação de prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante.
Sobre a prioridade regular
A importância hidrológica atribuída pelas APRHIC é uma medida relativa: cada bacia da malha BHO é classificada por comparação com o conjunto amostral de referência da respectiva escala de análise — bioma, Região Hidrográfica ou Unidade de Planejamento Hídrico —, mediante agrupamento por percentis do índice composto. Disso decorre que a classe de prioridade regular não expressa um juízo absoluto sobre o valor hidrológico de uma área, mas a sua posição na distribuição observada naquele escopo de comparação. Uma mesma bacia pode figurar como regular na leitura do bioma, em que a classificação é dominada pelas macroestruturas da paisagem, e como prioritária na leitura da sua Unidade de Planejamento Hídrico, em que passa a ser comparada às bacias vizinhas. Por essa razão, e conforme a ressalva que acompanha os produtos cartográficos, a ausência de categoria de prioridade sobre uma área não significa falta de importância hidrológica.
Essa característica decorre diretamente do recorte do instrumento. As APRHIC foram construídas para identificar as porções do território com maior potencial de recarga e infiltração, isto é, aquelas cuja conservação sustenta o escoamento de base e amplia a disponibilidade de água nos períodos secos a jusante. O índice de importância hidrológica combina, para esse fim, a posição topográfica relativa à rede de drenagem, estimada pelo índice HAND, os atributos de solos e geologia, a pluviosidade e a evapotranspiração potencial — variáveis que descrevem a capacidade da paisagem de captar, armazenar e liberar água lentamente. Sob esse critério, o instrumento realça as zonas de recarga, como chapadas, interflúvios e superfícies de solos profundos e permeáveis, e, por construção, tende a não realçar as áreas de descarga hídrica: veredas, várzeas, planícies alagadas, fundos de vale e demais porções situadas a jusante das zonas de recarga, onde o lençol freático aflora e a água retorna ao sistema superficial. Trata-se de uma escolha metodológica quanto ao objeto da priorização, e não de uma hierarquia de valor entre compartimentos do ciclo hidrológico.
Soma-se a isso uma razão de política pública. As áreas de descarga contam, no ordenamento jurídico brasileiro, com um arcabouço protetivo próprio, de incidência direta e independente de qualquer ato de priorização territorial. A Lei nº 12.651/2012 institui como Áreas de Preservação Permanente as faixas marginais de qualquer curso d’água natural, perene ou intermitente, as áreas no entorno de lagos e lagoas naturais, o raio mínimo de cinquenta metros no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes e, no caso das veredas — fitofisionomia definida no art. 3º, inciso IV, e característica do Cerrado —, a faixa marginal mínima de cinquenta metros contados a partir do espaço permanentemente saturado de água, nos termos do art. 4º, inciso XI. A mesma lei submete os pantanais e as planícies pantaneiras ao regime de uso restrito do art. 10, condicionando novas supressões de vegetação nativa à autorização do órgão estadual de meio ambiente, e faculta ao Chefe do Poder Executivo declarar de interesse social, como de preservação permanente, as áreas destinadas a proteger restingas ou veredas, várzeas e áreas úmidas, especialmente as de importância internacional, na forma do art. 6º, incisos II, III e IX. Os parâmetros e limites dessas áreas são detalhados pela Resolução CONAMA nº 303/2002, cuja vigência foi restabelecida por decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento das ADPFs 747, 748 e 749, que declarou inconstitucional a revogação promovida pela Resolução CONAMA nº 500/2020. No plano internacional, o Brasil é parte da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Convenção de Ramsar, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 33/1992 e promulgada pelo Decreto nº 1.905/1996, que impõe o uso racional das zonas úmidas em todo o território nacional, e não apenas nos sítios inscritos na Lista de Ramsar. A esse conjunto somam-se a tipificação penal da destruição ou do dano à vegetação de preservação permanente, no art. 38 da Lei nº 9.605/1998, a vedação ao parcelamento do solo em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações enquanto não asseguradas as providências para o escoamento das águas, no art. 3º, parágrafo único, inciso I, da Lei nº 6.766/1979, as restrições à ocupação de áreas de risco de inundação decorrentes da Lei nº 12.608/2012, a sujeição de drenagens, aterros e retificações de cursos d’água ao licenciamento ambiental, nos termos da Lei nº 6.938/1981 e da Resolução CONAMA nº 237/1997, e os instrumentos de enquadramento dos corpos d’água em classes e de outorga de direito de uso previstos no art. 5º da Lei nº 9.433/1997, que incidem precisamente sobre o corpo hídrico e sobre a sua qualidade.
A recíproca, entretanto, não é verdadeira: as áreas de recarga não dispõem de proteção territorial automática equivalente. O Código Florestal alcança as bordas dos tabuleiros e chapadas, em faixa nunca inferior a cem metros em projeção horizontal a partir da linha de ruptura do relevo, nos termos do art. 4º, inciso VIII, mas não a superfície plana do topo, que é justamente onde, no Cerrado, ocorre parcela expressiva da infiltração que abastece os aquíferos e sustenta as vazões de estiagem. A proteção dessas porções depende, hoje, de instrumentos de acionamento discricionário ou indutivo: a declaração de área de preservação permanente de interesse social pelo Poder Executivo, na forma do art. 6º da Lei nº 12.651/2012; a criação e a gestão de unidades de conservação, nos termos da Lei nº 9.985/2000; o zoneamento ecológico-econômico e o ordenamento territorial municipal; o pagamento por serviços ambientais, instituído pela Lei nº 14.119/2021 e alterado pela Lei nº 14.653/2023; e as diretrizes de gestão de águas subterrâneas das Resoluções CNRH nº 15/2001 e nº 92/2008, que preveem, respectivamente, o estímulo aos Municípios para a proteção das áreas de recarga dos aquíferos e a realização de estudos hidrogeológicos regionais para delimitá-las e definir suas zonas de proteção. Todos esses instrumentos são territorialmente seletivos, isto é, pressupõem que se saiba onde aplicá-los. É essa lacuna que as APRHIC se destinam a preencher, ao ordenar o território segundo a contribuição de cada bacia para a recarga e para a regulação do fluxo — o que explica, e ao mesmo tempo delimita, o foco adotado.
A distinção entre os dois compartimentos, contudo, é analítica, não funcional. A integridade das áreas de descarga depende diretamente da conservação das zonas de recarga situadas a montante: a supressão da vegetação nativa, a compactação e a impermeabilização do solo nas superfícies de infiltração reduzem a recarga dos aquíferos e antecipam o esgotamento do escoamento de base, de modo que veredas, várzeas e planícies alagadas podem ser descaracterizadas — com perda de saturação, rebaixamento do lençol freático e alteração do regime de cheias — sem que sobre elas incida qualquer intervenção direta. A consequência prática é que a proteção jurídica do polígono da área úmida, ainda que rigorosamente observada, é necessária mas não suficiente: a faixa de preservação permanente resguarda o perímetro e pode, ainda assim, perder a função que a justifica, caso a área de recarga que a alimenta seja convertida. Os dois conjuntos de instrumentos são, portanto, complementares, e é a sua aplicação conjunta que assegura o resultado hidrológico pretendido.
Em síntese, a classificação de uma área como de prioridade regular não deve ser lida como atestado de menor importância, tampouco como autorização para intervenção: ela não afasta as restrições legais incidentes, não dispensa o licenciamento ambiental cabível e não elimina os riscos associados a perturbações nesses ambientes. Significa apenas que a área não se destaca segundo o critério específico adotado por este instrumento — o potencial de recarga e de regulação do fluxo —, ao qual as APRHIC se restringem por decisão metodológica expressa. As áreas de descarga hídrica, pelo valor ecológico e hidrológico singular que possuem e pelos serviços ecossistêmicos que prestam, demandam análises específicas, entre as quais o inventário e a delimitação em campo das veredas e demais áreas úmidas, os estudos hidrogeológicos e a avaliação do regime de inundação, e devem ser objeto de instrumento próprio, complementar e não subordinado a esta priorização.
Este é o caso de extensas áreas conservadas, alagadas, Pantaneiras e da planície da Ilha do Bananal, por exemplo, regiões em que as características topográficas e hidrológicas limitam a infiltração no solo. Nessas áreas, a regulação hídrica ocorre predominantemente por armazenamento superficial em planícies de inundação, o que não foi o foco principal do presente estudo. Ainda assim, sua contribuição para a dinâmica hidrológica regional é inegável e pode ser abordada em análises complementares.
3. Resultados
3.1. Escala Bioma, Território Cerrado
Figura 6. APRHIC no Bioma Cerrado, na escala de bioma (ranqueado contra o conjunto do Cerrado) — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
Cerca de dois terços do bioma Cerrado são prioritários para a conservação de água segundo esta análise, ou seja, 66,5% (132.134.282 ha) têm potencial significativo de regular o fluxo de água por meio da otimização da infiltração. São 12,3% (24.408.887 ha) com prioridade Extremamente Alta, 6,4% (12.722.105 ha) com prioridade Muito Alta e 32,5% (64.573.082 ha) com prioridade Alta, além de 15,3% (30.430.208 ha) prioritários por risco de aridez. Os 33,4% (66.290.740 ha) restantes correspondem a bacias de importância hidrológica regular, sem risco de aridez associado.
Distribuída dentro desse território prioritário, a ação predominante é a de Restauração Ecológica, com 23,6% (46.919.494 ha), seguida da Proteção, cobrindo 18,7% (37.014.619 ha), do Conjunto de Ações Diversas, com 15,3% (30.430.208 ha), do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 6,9% (13.595.786 ha), e do Comando e Controle, com 2,1% (4.174.175 ha) do território do bioma.
O detalhamento por classe combina, simultaneamente, a ação prioritária, o risco predominante e o nível de prioridade hidrológica. As ações de Comando e Controle, associadas ao risco de desmatamento em áreas de predominância nativa sob pressão, somam 2,1% do bioma, repartidos em 0,5% (1.041.901 ha) de prioridade Extremamente Alta, 0,6% (1.094.387 ha) Muito Alta e 1,0% (2.037.887 ha) Alta.
As ações de Proteção, também sobre vegetação nativa, mas sem tendência recente de desmatamento, respondem por 18,7% e concentram-se na prioridade Alta, com 9,7% (19.175.162 ha), seguida de 6,1% (12.200.984 ha) Extremamente Alta e 2,8% (5.638.473 ha) Muito Alta.
A Restauração Ecológica, indicada para áreas antropizadas, divide-se segundo o risco predominante. Onde há risco de degradação do solo, soma 13,0% do bioma — 9,9% (19.580.796 ha) de prioridade Alta, 1,7% (3.417.958 ha) Muito Alta e 1,4% (2.790.257 ha) Extremamente Alta. Onde predomina o risco padrão, alcança 10,6% — 7,7% (15.331.224 ha) Alta, 2,5% (4.911.144 ha) Extremamente Alta e 0,4% (888.115 ha) Muito Alta.
O Manejo do Solo e Reservação Hídrica, voltado às áreas sob risco de aridez, responde por 6,9%, sendo 4,3% (8.448.013 ha) de prioridade Alta, 1,7% (3.464.601 ha) Extremamente Alta e 0,8% (1.683.172 ha) Muito Alta.
O Conjunto de Ações Diversas, correspondente às bacias de predominância mista sob risco de aridez e prioridade hidrológica regular, ocupa 15,3% (30.430.208 ha) e reúne combinações das ações anteriores. Por fim, os 33,4% (66.290.740 ha) sem categoria de prioridade correspondem a bacias de importância hidrológica regular e sem risco de aridez — o que, como adverte a própria legenda do mapa, não significa ausência de importância hidrológica, mas menor destaque relativo nesta escala de análise.
Faixa-síntese das classes APRHIC no bioma Cerrado.Áreas Prioritárias para Infiltração de Água no bioma Cerrado — resultado na escala de bioma.
3.2. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Bacia do São Francisco
Figura 7. APRHIC na Região Hidrográfica do São Francisco — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
Na porção cerratense da Região Hidrográfica do São Francisco, a quase totalidade do território é prioritária para a conservação de água segundo esta análise: 92,3% (27.033.499 ha) dos 29.299.007 ha analisados têm potencial significativo de regular o fluxo de água por meio da otimização da infiltração. São 18,7% (5.469.346 ha) com prioridade Extremamente Alta, 7,9% (2.325.984 ha) com prioridade Muito Alta e 38,2% (11.193.949 ha) com prioridade Alta, além de 27,5% (8.044.220 ha) prioritários por risco de aridez. Apenas 7,7% (2.265.508 ha) restantes correspondem a bacias de importância hidrológica regular, sem risco de aridez associado.
Distribuída dentro desse território prioritário, a ação de maior extensão é o Conjunto de Ações Diversas, com 27,5% (8.044.220 ha), seguida da Restauração Ecológica, com 23,4% (6.866.258 ha), da Proteção, cobrindo 21,3% (6.246.154 ha), do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 17,5% (5.112.816 ha), e do Comando e Controle, com 2,6% (764.051 ha) do território da bacia.
O detalhamento por classe combina, simultaneamente, a ação prioritária, o risco predominante e o nível de prioridade hidrológica. As ações de Comando e Controle, associadas ao risco de desmatamento em áreas de predominância nativa sob pressão, somam 2,6% da bacia, repartidos em 1,5% (436.632 ha) de prioridade Extremamente Alta, 0,8% (233.452 ha) Muito Alta e 0,3% (93.967 ha) Alta.
As ações de Proteção, também sobre vegetação nativa, mas sem tendência recente de desmatamento, respondem por 21,3% e concentram-se na prioridade Alta, com 10,8% (3.169.508 ha), seguida de 5,5% (1.622.026 ha) Muito Alta e 5,0% (1.454.620 ha) Extremamente Alta.
A Restauração Ecológica, indicada para áreas antropizadas, divide-se segundo o risco predominante. Onde há risco de degradação do solo, soma 16,3% da bacia — 13,9% (4.082.679 ha) de prioridade Alta, 2,2% (640.275 ha) Extremamente Alta e 0,2% (67.341 ha) Muito Alta. Onde predomina o risco padrão, alcança 7,1% — 6,8% (1.997.435 ha) Alta, 0,3% (73.999 ha) Extremamente Alta e um valor residual em Muito Alta (4.529 ha).
O Manejo do Solo e Reservação Hídrica, voltado às áreas sob risco de aridez, responde por 17,5%, sendo 9,8% (2.863.820 ha) de prioridade Extremamente Alta, 6,3% (1.850.360 ha) Alta e 1,4% (398.636 ha) Muito Alta.
O Conjunto de Ações Diversas, correspondente às bacias de predominância mista sob risco de aridez e prioridade hidrológica regular, ocupa 27,5% (8.044.220 ha) e reúne combinações das ações anteriores. Por fim, os 7,7% (2.265.508 ha) sem categoria de prioridade correspondem a bacias de importância hidrológica regular e sem risco de aridez — o que, como adverte a própria legenda do mapa, não significa ausência de importância hidrológica, mas menor destaque relativo nesta escala de análise.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica do São Francisco — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica São Francisco (25 unidades)
UPH 1001 — Alto Gorutuba
A UPH Alto Gorutuba — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 97.566 hectares (cerca de 976 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Repartem-se as classes Alta (46,1%), além de 53,3% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1002 — Alto Verde Grande
Com aproximadamente 250.203 hectares (cerca de 2.502 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Verde Grande integra a Região Hidrográfica do São Francisco. Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Distinguem-se as classes Alta (29,9%), Extremamente Alta (7%) e Muito Alta (6,6%), além de 56,5% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de caráter misto quanto ao uso do solo. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1003 — Alto Verde Pequeno
A UPH Alto Verde Pequeno — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 52.182 hectares (cerca de 522 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Distinguem-se as classes Alta (60,4%), Muito Alta (19,6%) e Extremamente Alta (17,6%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1008 — Carinhanha (mg)
A UPH Carinhanha (mg) — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 629.267 hectares (cerca de 6.293 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (91,5%). Distinguem-se as classes Alta (42,9%), Extremamente Alta (13,8%) e Muito Alta (8,9%), além de 25,8% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). O risco de aridez marca porções expressivas do território, onde o déficit hídrico é estrutural. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 1009 — Carinhanha
A porção cerratense da UPH Carinhanha, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange aproximadamente 802.391 hectares (cerca de 8.024 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (98%). Repartem-se as classes Alta (34%), Muito Alta (10,4%) e Extremamente Alta (9,4%), além de 44,2% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1010 — Carnaíba de Dentro
A porção cerratense da UPH Carnaíba de Dentro, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange aproximadamente 144.589 hectares (cerca de 1.446 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Concentram-se nas classes Alta (71,4%), Muito Alta (23,7%) e Extremamente Alta (4,2%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1011 — Corrente e Riachos
A UPH Corrente e Riachos — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, cerca de 2,80 milhões de hectares (aproximadamente 27.988 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Repartem-se as classes Alta (39%), Extremamente Alta (26,3%) e Muito Alta (13,9%), além de 20,8% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, próprio de áreas com déficit hídrico, onde se recomendam práticas de manejo do solo e reservação da água. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1015 — Grande Extenso
A UPH Grande Extenso — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, cerca de 2,75 milhões de hectares (aproximadamente 27.540 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Concentram-se nas classes Alta (29,4%), Extremamente Alta (19,8%) e Muito Alta (15,5%), além de 35,2% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1016 — Alto Grande Sf
Com cerca de 3,29 milhões de hectares (aproximadamente 32.880 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Grande Sf integra a Região Hidrográfica do São Francisco. Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Repartem-se as classes Alta (39,1%), Muito Alta (16,3%) e Extremamente Alta (9,6%), além de 35,1% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. A ação predominante é o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, voltada às áreas sob risco de aridez e déficit hídrico, em que se recomendam o manejo do solo e o reservação d’água. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1018 — Jequitaí
Inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Jequitaí tem, em território de Cerrado, aproximadamente 867.604 hectares (cerca de 8.676 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (99,3%). Repartem-se as classes Alta (33,7%), Muito Alta (6,3%) e Extremamente Alta (6%), além de 53,4% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1020 — Médio e Baixo Gorutuba
Inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Médio e Baixo Gorutuba tem, em território de Cerrado, aproximadamente 53.993 hectares (cerca de 540 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Distinguem-se as classes Alta (45,8%), Extremamente Alta (27,3%) e Muito Alta (25,7%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1021 — Médio Verde Grande
Na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Médio Verde Grande reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 160.400 hectares (cerca de 1.604 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Sobressaem as classes Alta (18,2%), Extremamente Alta (9,6%) e Muito Alta (6,5%), além de 65,5% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de caráter misto quanto ao uso do solo. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1023 — Margem Esquerda do Lago de Sobradinho
A UPH Margem Esquerda do Lago de Sobradinho — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1.837 hectares. A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Repartem-se as classes Extremamente Alta (87,2%) e Alta (12,8%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1026 — Pacuí
A porção cerratense da UPH Pacuí, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange cerca de 1,02 milhões de hectares (aproximadamente 10.235 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Sobressaem as classes Alta (30,8%), Extremamente Alta (5,6%) e Muito Alta (5,6%), além de 58% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1028 — Pará (mg)
A UPH Pará (mg) — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 690.401 hectares (cerca de 6.904 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (44,9%); os demais 55,1% são classificados como de importância hidrológica regular. Sobressaem as classes Alta (23,9%), Extremamente Alta (10,9%) e Muito Alta (10,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1029 — Preto
A UPH Preto — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 181.430 hectares (cerca de 1.814 km²). Aqui, 46,8% do território é prioritário para a conservação de água e 53,2% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Distinguem-se as classes Alta (38,5%), Muito Alta (5,1%) e Extremamente Alta (3,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 1030 — Paracatu
A porção cerratense da UPH Paracatu, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange cerca de 4,32 milhões de hectares (aproximadamente 43.196 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (78,8%). Sobressaem as classes Alta (34,2%), Muito Alta (5,6%) e Extremamente Alta (4,6%), além de 34,4% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1031 — Paraopeba
Inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Paraopeba tem, em território de Cerrado, aproximadamente 603.662 hectares (cerca de 6.037 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (60,6%). Distinguem-se as classes Alta (39,3%), Muito Alta (11,7%) e Extremamente Alta (9,5%). Os demais 39,4% comparecem como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1034 — Afluentes Mineiros do Alto São Francisco
Na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Afluentes Mineiros do Alto São Francisco reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 1,37 milhões de hectares (aproximadamente 13.738 km²). Aqui, 46,7% do território é prioritário para a conservação de água e 53,3% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Repartem-se as classes Alta (34,7%), Extremamente Alta (6,9%) e Muito Alta (5,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1035 — Entorno da Represa de Três Marias
A UPH Entorno da Represa de Três Marias — Região Hidrográfica do São Francisco — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1,86 milhões de hectares (aproximadamente 18.629 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (75,1%). Distinguem-se as classes Alta (30,5%), Extremamente Alta (4,9%) e Muito Alta (4,8%), além de 34,9% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. O risco de aridez marca porções expressivas do território, onde o déficit hídrico é estrutural. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1036 — Jequitaí/pucuí
Inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Jequitaí/pucuí tem, em território de Cerrado, aproximadamente 587.447 hectares (cerca de 5.874 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Sobressaem as classes Alta (28,7%), Muito Alta (6,2%) e Extremamente Alta (4,7%), além de 60,4% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1037 — Pandeiros/calindo
A porção cerratense da UPH Pandeiros/calindo, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange cerca de 1,37 milhões de hectares (aproximadamente 13.743 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Sobressaem as classes Alta (30,3%), Extremamente Alta (12,3%) e Muito Alta (8,4%), além de 49% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de caráter misto quanto ao uso do solo. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1038 — Paramirim e Santo Onofre
A porção cerratense da UPH Paramirim e Santo Onofre, na Região Hidrográfica do São Francisco, abrange aproximadamente 335.853 hectares (cerca de 3.359 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Concentram-se nas classes Alta (81,8%) e Muito Alta (3,6%), além de 14,6% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. A bacia é de forte presença de vegetação nativa preservada. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1050 — Urucuia
Na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Urucuia reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 2,60 milhões de hectares (aproximadamente 26.011 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (91%). Concentram-se nas classes Alta (35,9%), Muito Alta (4,9%) e Extremamente Alta (4,8%), além de 45,5% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1051 — Velhas
Inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, a UPH Velhas tem, em território de Cerrado, cerca de 2,44 milhões de hectares (aproximadamente 24.442 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (88,8%). Concentram-se nas classes Alta (33,4%), Extremamente Alta (5,4%) e Muito Alta (5%), além de 44,9% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
3.3. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Região Hidrográfica Amazônica
Figura 8. APRHIC na Região Hidrográfica Amazônica — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
A porção do Cerrado da Região Hidrográfica Amazônica destaca-se pela alta importância hidrológica: entre as regiões analisadas, é a que reúne a maior fração de prioridade Extremamente Alta. Ao todo, 73,8% (10.263.561 ha) dos 13.907.407 ha analisados são prioritários para a conservação de água — 32,3% (4.498.553 ha) Extremamente Alta, 11,8% (1.641.693 ha) Muito Alta e 29,6% (4.123.315 ha) Alta —, sem qualquer área sob risco de aridez, coerente (até então, pois as mudanças climáticas podem alterar esse regime) com o regime úmido dessa fronteira setentrional do Cerrado, onde nascem rios que alimentam o bioma Amazônico. Os 26,2% (3.643.846 ha) restantes são bacias de importância hidrológica regular.
Entre as ações, predominam a Proteção, com 37,9% (5.274.818 ha) sobre vegetação nativa conservada, e a Restauração Ecológica, com 35,2% (4.896.515 ha) das áreas já antropizadas; o Comando e Controle limita-se a 0,7% (92.228 ha) e não há indicação de Manejo do Solo, dada a ausência de aridez.
No detalhamento por classe, o Comando e Controle reparte-se em 0,3% (45.993 ha) de prioridade Extremamente Alta, 0,1% (15.867 ha) Muito Alta e 0,2% (30.368 ha) Alta. A Proteção concentra-se na prioridade Extremamente Alta, com 18,7% (2.602.169 ha), seguida de 11,7% (1.632.603 ha) Alta e 7,5% (1.040.046 ha) Muito Alta. A Restauração Ecológica sob risco de degradação do solo soma 3,7% — 2,9% (408.217 ha) Alta, 0,5% (68.183 ha) Extremamente Alta e 0,3% (37.172 ha) Muito Alta —, enquanto sob risco padrão alcança 31,5%, com 14,8% (2.052.127 ha) Alta, 12,8% (1.782.208 ha) Extremamente Alta e 3,9% (548.608 ha) Muito Alta. Não há classes sob risco de aridez (por hora), e os 26,2% sem categoria correspondem a bacias de importância regular, o que não exclui sua relevância hidrológica, apenas seu menor destaque relativo nesta escala.
Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Amazônica (8 unidades)
UPH 104 — Alto Guaporé
A porção cerratense da UPH Alto Guaporé, na Região Hidrográfica Amazônica, abrange aproximadamente 355.611 hectares (cerca de 3.556 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Repartem-se as classes Extremamente Alta (58,4%), Alta (23,8%) e Muito Alta (17,8%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 108 — Alto Juruena
Inserida na Região Hidrográfica Amazônica, a UPH Alto Juruena tem, em território de Cerrado, cerca de 5,85 milhões de hectares (aproximadamente 58.509 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (82,7%). Sobressaem as classes Alta (55,3%), Extremamente Alta (14%) e Muito Alta (13,4%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 114 — Alto Teles Pires
Com cerca de 2,57 milhões de hectares (aproximadamente 25.709 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Teles Pires integra a Região Hidrográfica Amazônica. Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (34,9%), enquanto o restante (65,1%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. A prioridade concentra-se na classe Alta (30,2%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 119 — Arinos
A porção cerratense da UPH Arinos, na Região Hidrográfica Amazônica, abrange cerca de 1,32 milhões de hectares (aproximadamente 13.217 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (52,3%). Sobressaem as classes Alta (30,6%), Extremamente Alta (14,1%) e Muito Alta (7,5%). Cerca de 47,7% do território figura como de importância regular nesta escala. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 120 — Aripuanã
A UPH Aripuanã — Região Hidrográfica Amazônica — soma, na fração de Cerrado, cerca de 6.387 hectares. Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Predomina a classe Extremamente Alta (100%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 154 — Ji-Paraná
Com aproximadamente 80.551 hectares (cerca de 806 km²) em bioma Cerrado, a UPH Ji-Paraná integra a Região Hidrográfica Amazônica. Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). A prioridade concentra-se na classe Extremamente Alta (100%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 176 — Nascentes do Xingu
A UPH Nascentes do Xingu — Região Hidrográfica Amazônica — soma, na fração de Cerrado, cerca de 3,45 milhões de hectares (aproximadamente 34.490 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (20%), enquanto o restante (80%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Predomina a classe Extremamente Alta (15,5%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 182 — Roosevelt
Inserida na Região Hidrográfica Amazônica, a UPH Roosevelt tem, em território de Cerrado, aproximadamente 272.332 hectares (cerca de 2.723 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Repartem-se as classes Extremamente Alta (77,7%), Muito Alta (18,4%) e Alta (4%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
3.4. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Região Hidrográfica Atlântico Leste
Figura 9. APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Leste — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
Na Região Hidrográfica Atlântico Leste, praticamente todo o território de Cerrado é prioritário: os 3.982.879 ha analisados alcançam 100% (3.981.759 ha) de prioridade para a conservação de água, restando apenas 1.120 ha (0,0%) de importância regular. A prioridade Alta responde por 43,7% (1.741.091 ha), acompanhada de 8,1% (321.720 ha) Extremamente Alta e 7,6% (303.280 ha) Muito Alta, enquanto o risco de aridez marca expressivos 40,6% (1.615.668 ha) — assinatura da transição para o semiárido nordestino que caracteriza esta região.
A ação predominante é a Proteção, com 41,8% (1.663.936 ha), quase empatada com o Conjunto de Ações Diversas, com 40,6% (1.615.668 ha) associado à aridez; seguem-se a Restauração Ecológica, com 11,0% (438.751 ha), o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 5,6% (222.011 ha), e o Comando e Controle, com 1,0% (41.393 ha).
No detalhe, o Comando e Controle divide-se em 0,9% (34.852 ha) de prioridade Alta e 0,2% (6.541 ha) Muito Alta. A Proteção concentra-se na prioridade Alta, com 30,6% (1.218.352 ha), seguida de 7,6% (302.184 ha) Extremamente Alta e 3,6% (143.400 ha) Muito Alta. A Restauração sob risco de degradação do solo soma 10,1% — 8,1% (324.020 ha) Alta e 1,9% (76.600 ha) Muito Alta —, com participação residual sob risco padrão (0,9%). O Manejo do Solo, voltado à aridez, responde por 5,6%, sobretudo em prioridade Alta (3,9%, 156.435 ha). O Conjunto de Ações Diversas ocupa 40,6% (1.615.668 ha) e reúne combinações de ações; a importância regular sem aridez é praticamente nula.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Leste — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Atlântico Leste (6 unidades)
UPH 205 — Contas
Com aproximadamente 100.138 hectares (cerca de 1.001 km²) em bioma Cerrado, a UPH Contas integra a Região Hidrográfica Atlântico Leste. Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Sobressaem as classes Alta (63,5%), além de 36,5% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 210 — Alto Jequitinhonha
A porção cerratense da UPH Alto Jequitinhonha, na Região Hidrográfica Atlântico Leste, abrange cerca de 1,97 milhões de hectares (aproximadamente 19.741 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (99,9%). Repartem-se as classes Alta (33,7%), Extremamente Alta (6,1%) e Muito Alta (4,6%), além de 55,6% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 211 — Araçuaí
A porção cerratense da UPH Araçuaí, na Região Hidrográfica Atlântico Leste, abrange aproximadamente 986.394 hectares (cerca de 9.864 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (96%). Sobressaem as classes Alta (32,3%), Muito Alta (7,2%) e Extremamente Alta (6,1%), além de 50,5% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 212 — Medio Jequitinhonha
A porção cerratense da UPH Medio Jequitinhonha, na Região Hidrográfica Atlântico Leste, abrange aproximadamente 131.114 hectares (cerca de 1.311 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Repartem-se as classes Alta (49,1%), além de 47,2% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 219 — Mosquito
Com aproximadamente 789.779 hectares (cerca de 7.898 km²) em bioma Cerrado, a UPH Mosquito integra a Região Hidrográfica Atlântico Leste. A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Repartem-se as classes Alta (33%) e Muito Alta (3,9%), além de 61,6% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 220 — Pardo (ba)
Na Região Hidrográfica Atlântico Leste, a UPH Pardo (ba) reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 1.384 hectares. Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Predominam faixas sob risco de aridez (100%). Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
3.5. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
Figura 10. APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
Na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental, em sua porção de Cerrado, a marca dominante é a aridez: dos 12.376.285 ha analisados, 75,7% (9.374.019 ha) são prioritários, e o maior bloco isolado — 35,1% (4.342.154 ha) — decorre do risco de aridez, reflexo de sua inserção na faixa de transição climática do nordeste Cerratense. Somam-se a prioridade Alta, com 29,0% (3.595.300 ha), a Extremamente Alta, com 6,6% (813.138 ha), e a Muito Alta, com 5,0% (623.427 ha); os 24,3% (3.002.266 ha) restantes têm importância regular.
Em consequência, o Conjunto de Ações Diversas lidera com 35,1% (4.342.154 ha), à frente da Proteção, com 21,5% (2.656.359 ha), da Restauração Ecológica, com 8,4% (1.040.839 ha), do Comando e Controle, com 5,4% (671.478 ha) e do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 5,4% (663.189 ha).
No detalhamento, o Comando e Controle concentra-se na prioridade Alta, com 4,1% (511.929 ha), além de 0,7% (81.757 ha) Extremamente Alta e 0,6% (77.792 ha) Muito Alta. A Proteção reparte 12,6% (1.559.801 ha) em prioridade Alta, 5,5% (681.734 ha) Extremamente Alta e 3,4% (414.824 ha) Muito Alta. A Restauração sob risco de degradação soma 7,7% — 7,2% (891.930 ha) Alta —, e sob risco padrão apenas 0,7%. O Manejo do Solo, ligado à aridez, alcança 5,4%, com 4,6% (566.284 ha) em prioridade Alta. O Conjunto de Ações Diversas responde pelos 35,1% (4.342.154 ha) sob aridez, e a importância regular sem aridez ocupa os 24,3% remanescentes.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental (5 unidades)
UPH 303 — Itapecuru
A UPH Itapecuru — Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental — soma, na fração de Cerrado, cerca de 5,19 milhões de hectares (aproximadamente 51.883 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (88,7%). Repartem-se as classes Alta (42,9%), Muito Alta (4,3%) e Extremamente Alta (3%), além de 38,5% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 306 — Mearim
Na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental, a UPH Mearim reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 4,57 milhões de hectares (aproximadamente 45.739 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (87,7%). Distinguem-se as classes Alta (28,3%) e Extremamente Alta (7,5%), além de 50% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 307 — Munim
A UPH Munim — Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1,47 milhões de hectares (aproximadamente 14.733 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (50,3%). Sobressaem as classes Alta (37,6%), Muito Alta (6,1%) e Extremamente Alta (5,7%). Cerca de 49,7% do território figura como de importância regular nesta escala. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 308 — Periá
A UPH Periá — Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 469.503 hectares (cerca de 4.695 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (54,5%). Repartem-se as classes Alta (36,4%), Muito Alta (9,9%) e Extremamente Alta (8,1%). Os demais 45,5% comparecem como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 310 — Preguiças
Inserida na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental, a UPH Preguiças tem, em território de Cerrado, aproximadamente 671.374 hectares (cerca de 6.714 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (68,6%). Concentram-se nas classes Alta (32,1%), Muito Alta (6,4%) e Extremamente Alta (4,9%), além de 25,1% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Os demais 31,4% comparecem como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). O risco de aridez marca porções expressivas do território, onde o déficit hídrico é estrutural. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
3.6. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
A Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental comparece no Cerrado apenas como uma faixa marginal de 462 ha — uma borda diminuta do bioma. A totalidade dessa área (100%) foi classificada sob risco de aridez, na classe de Conjunto de Ações Diversas, sem expressão nas demais categorias de ação ou de prioridade hidrológica. Dada a extensão reduzida, a região não comporta um detalhamento por classe significativo, sendo registrada aqui apenas para completude do recorte por Regiões Hidrográficas.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental (1 unidades)
UPH 442 — São Miguel/camurupim
Na Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental, a UPH São Miguel/camurupim reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 462 hectares. Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). A prioridade corresponde a faixas sob risco de aridez (100%). A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
3.7. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
Figura 11. APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Sudeste — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
A parcela de bioma Cerrado da Região Hidrográfica Atlântico Sudeste é pequena — 168.128 ha —, mas de altíssima importância hidrológica: 92,8% (155.998 ha) são prioritários, com destaque para a prioridade Extremamente Alta, que sozinha responde por 42,8% (71.975 ha), seguida da Alta, com 37,3% (62.637 ha), e da Muito Alta, com 12,6% (21.218 ha). O risco de aridez é praticamente inexistente (0,1%), e apenas 7,2% (12.130 ha) têm importância regular.
As ações dividem-se de forma quase equilibrada entre a Proteção, com 46,5% (78.113 ha) sobre remanescentes nativos, e a Restauração Ecológica, com 45,7% (76.880 ha) em áreas antropizadas; o Comando e Controle é marginal (0,5%, 837 ha) e não há Manejo do Solo.
Ao observarmos em detalhe, a Proteção concentra-se fortemente na prioridade Extremamente Alta, com 36,2% (60.855 ha), além de 8,1% (13.662 ha) Muito Alta e 2,1% (3.596 ha) Alta. A Restauração, toda sob risco de degradação do solo, soma 45,7% — 35,1% (59.041 ha) Alta, 6,1% (10.283 ha) Extremamente Alta e 4,5% (7.556 ha) Muito Alta. O elevado peso das classes de prioridade máxima confirma o papel estratégico dessa pequena porção como área de cabeceiras.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica Atlântico Sudeste — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Atlântico Sudeste (3 unidades)
UPH 502 — Piracicaba (mg)
A UPH Piracicaba (mg) — Região Hidrográfica Atlântico Sudeste — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 35.809 hectares (cerca de 358 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (26,7%), enquanto o restante (73,3%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Predomina a classe Alta (26,7%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 503 — Santo Antônio
Inserida na Região Hidrográfica Atlântico Sudeste, a UPH Santo Antônio tem, em território de Cerrado, aproximadamente 122.508 hectares (cerca de 1.225 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (69,2%). Concentram-se nas classes Extremamente Alta (33,1%), Alta (19,6%) e Muito Alta (16,5%). Uma fração de 30,8% é classificada como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 504 — Suaçuí Grande
Inserida na Região Hidrográfica Atlântico Sudeste, a UPH Suaçuí Grande tem, em território de Cerrado, cerca de 9.811 hectares. A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Sobressaem as classes Extremamente Alta (68,8%), Alta (22,3%) e Muito Alta (7,2%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
3.8. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Bacia do Paraguai
Figura 12. APRHIC na Região Hidrográfica do Paraguai — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
Na porção de Cerrado da Região Hidrográfica do Paraguai — que abriga a planície pantaneira e suas áreas de contribuição no Cerrado —, 75,3% (13.253.046 ha) dos 17.598.129 ha analisados são prioritários. A prioridade Alta domina, com 44,4% (7.815.725 ha), seguida da Muito Alta, com 8,6% (1.512.309 ha), e da Extremamente Alta, com 6,2% (1.089.731 ha); o risco de aridez responde por 16,1% (2.835.281 ha) e os 24,7% (4.345.083 ha) restantes têm importância regular.
A Restauração Ecológica é a ação predominante, com 40,0% (7.032.273 ha), à frente do Conjunto de Ações Diversas, com 16,1% (2.835.281 ha), da Proteção, com 14,0% (2.459.280 ha), do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 4,8% (844.601 ha), e do Comando e Controle, com 0,5% (81.611 ha).
No detalhamento, o Comando e Controle é diminuto (0,5%), sobretudo em prioridade Extremamente Alta. A Proteção reparte 9,4% (1.662.076 ha) em prioridade Alta, 3,2% (557.363 ha) Extremamente Alta e 1,4% (239.841 ha) Muito Alta. A Restauração sob risco de degradação do solo soma 32,2% — 25,1% (4.415.843 ha) Alta, 5,3% (926.766 ha) Muito Alta e 1,8% (316.625 ha) Extremamente Alta —, e sob risco padrão 7,8%, com 5,2% (921.299 ha) Alta. O Manejo do Solo, associado à aridez, alcança 4,8%, com 4,5% (790.987 ha) em prioridade Alta. O Conjunto de Ações Diversas ocupa 16,1% e a importância regular, 24,7%.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica do Paraguai — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Paraguai (14 unidades)
UPH 701 — Alto Paraguai Med
Inserida na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Alto Paraguai Med tem, em território de Cerrado, aproximadamente 629.668 hectares (cerca de 6.297 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (68%). Sobressaem as classes Extremamente Alta (34,4%), Alta (17,3%) e Muito Alta (15,2%). Cerca de 32% do território figura como de importância regular nesta escala. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 702 — Alto Paraguai Sup
Com aproximadamente 470.744 hectares (cerca de 4.707 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Paraguai Sup integra a Região Hidrográfica do Paraguai. Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (30,7%); os demais 69,3% são classificados como de importância hidrológica regular. Predomina a classe Alta (28,9%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 703 — Alto Rio Cuiabá
Na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Alto Rio Cuiabá reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 2,80 milhões de hectares (aproximadamente 28.012 km²). Aqui, 48,8% do território é prioritário para a conservação de água e 51,2% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Repartem-se as classes Alta (36,8%), Muito Alta (6,1%) e Extremamente Alta (5,9%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 704 — Alto Taquari
Inserida na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Alto Taquari tem, em território de Cerrado, aproximadamente 385.624 hectares (cerca de 3.856 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (35,3%); os demais 64,7% são classificados como de importância hidrológica regular. Concentram-se nas classes Alta (28,6%) e Muito Alta (4,4%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 705 — Apa
Inserida na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Apa tem, em território de Cerrado, cerca de 1,24 milhões de hectares (aproximadamente 12.400 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Distinguem-se as classes Alta (43,1%), Muito Alta (7,6%) e Extremamente Alta (6,9%), além de 42,4% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 706 — Correntes
Inserida na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Correntes tem, em território de Cerrado, aproximadamente 572.877 hectares (cerca de 5.729 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (68,5%). Concentram-se nas classes Alta (43,2%), Extremamente Alta (14,6%) e Muito Alta (10,7%). Os demais 31,5% comparecem como de importância hidrológica regular. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 707 — Correntes-Mt
Com aproximadamente 874.899 hectares (cerca de 8.749 km²) em bioma Cerrado, a UPH Correntes-Mt integra a Região Hidrográfica do Paraguai. Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (41%), enquanto o restante (59%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Repartem-se as classes Alta (32,1%), Muito Alta (4,7%) e Extremamente Alta (4,1%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 708 — Jauru
Na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Jauru reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 298.103 hectares (cerca de 2.981 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Sobressaem as classes Extremamente Alta (51,4%), Alta (26,3%) e Muito Alta (19,4%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 709 — Miranda
Com cerca de 3,64 milhões de hectares (aproximadamente 36.384 km²) em bioma Cerrado, a UPH Miranda integra a Região Hidrográfica do Paraguai. A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (96,7%). Concentram-se nas classes Alta (32,2%), Muito Alta (6,5%) e Extremamente Alta (5,9%), além de 52,1% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 710 — Nabileque
A porção cerratense da UPH Nabileque, na Região Hidrográfica do Paraguai, abrange aproximadamente 502.686 hectares (cerca de 5.027 km²). A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Repartem-se as classes Alta (58,4%), Extremamente Alta (16,6%) e Muito Alta (16,4%), além de 8,6% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 711 — Negro Ms
A UPH Negro Ms — Região Hidrográfica do Paraguai — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 603.886 hectares (cerca de 6.039 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (98,8%). Repartem-se as classes Alta (52,1%), Extremamente Alta (10,1%) e Muito Alta (8,3%), além de 28,3% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 712 — Paraguai-Pantanal
A UPH Paraguai-Pantanal — Região Hidrográfica do Paraguai — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 839.395 hectares (cerca de 8.394 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (92,2%). Distinguem-se as classes Alta (55,9%), Extremamente Alta (22,4%) e Muito Alta (7,9%), além de 6% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 713 — Alto São Lourenço
Inserida na Região Hidrográfica do Paraguai, a UPH Alto São Lourenço tem, em território de Cerrado, cerca de 2,31 milhões de hectares (aproximadamente 23.082 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (46,7%), enquanto o restante (53,3%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Sobressaem as classes Alta (32,5%), Muito Alta (7,9%) e Extremamente Alta (6,2%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 714 — Taquari
Com cerca de 2,43 milhões de hectares (aproximadamente 24.324 km²) em bioma Cerrado, a UPH Taquari integra a Região Hidrográfica do Paraguai. Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (72,2%). Repartem-se as classes Alta (53,7%), Extremamente Alta (10%) e Muito Alta (8,5%). Cerca de 27,8% do território figura como de importância regular nesta escala. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
3.9. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Bacia do Paraná
Figura 13. APRHIC na Região Hidrográfica do Paraná — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
A Região Hidrográfica do Paraná, uma das maiores em área Cerratenses, entre as Regiões Hidrograficas (41.039.211 ha) e origem de parte expressiva da água que move usinas como Itaipu, apresenta 60,3% (24.740.255 ha) como prioritaria. Entre as áreas prioritárias, a prioridade Alta domina com 41,9% (17.214.502 ha), seguida da Muito Alta, com 7,2% (2.946.985 ha), da Extremamente Alta, com 5,1% (2.081.607 ha), e da aridez, com 6,1% (2.497.161 ha).
Coerente com a forte antropização, a Restauração Ecológica é largamente predominante, com 43,8% (17.978.606 ha), seguida do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 9,5% (3.904.824 ha), do Conjunto de Ações Diversas, com 6,1% (2.497.161 ha), da Proteção, com apenas 0,9% (357.237 ha) — sinal da escassez de remanescentes nativos — e do Comando e Controle, praticamente ausente (0,0%).
Observando as classes detalhadas, a Proteção distribui-se de forma equilibrada e residual nas três prioridades (cerca de 0,3% cada). A Restauração sob risco de degradação do solo soma 23,5% — 16,6% (6.824.674 ha) Alta, 3,8% (1.547.766 ha) Muito Alta e 3,1% (1.256.950 ha) Extremamente Alta —, e sob risco padrão 20,3%, com 17,2% (7.059.450 ha) Alta, 2,2% (908.232 ha) Muito Alta e 0,9% (381.534 ha) Extremamente Alta. O Manejo do Solo alcança 9,5%, com 7,8% (3.211.618 ha) em prioridade Alta. O Conjunto de Ações Diversas ocupa 6,1% e a importância regular, expressivos 39,7%.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica do Paraná — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Paraná (51 unidades)
UPH 802 — Aguapeí
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Aguapeí tem, em território de Cerrado, cerca de 22 hectares. A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). A prioridade corresponde a faixas sob risco de aridez (100%). Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 803 — Alto São Marcos
A porção cerratense da UPH Alto São Marcos, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 666.535 hectares (cerca de 6.665 km²). Aqui, 45,4% do território é prioritário para a conservação de água e 54,6% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Distinguem-se as classes Alta (31,7%), Extremamente Alta (7,4%) e Muito Alta (6,2%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 804 — Amambaí
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Amambaí reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 459.315 hectares (cerca de 4.593 km²). Aqui, 25,1% do território é prioritário para a conservação de água e 74,9% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Predomina a classe Alta (21,8%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 805 — Araguari
A porção cerratense da UPH Araguari, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 2,14 milhões de hectares (aproximadamente 21.381 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (46,2%); os demais 53,8% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (33,1%), Extremamente Alta (6,8%) e Muito Alta (6,3%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 806 — Arantes/da Prata
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Arantes/da Prata tem, em território de Cerrado, cerca de 1,69 milhões de hectares (aproximadamente 16.874 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (60,4%). Sobressaem as classes Alta (37,7%), Muito Alta (6,5%) e Extremamente Alta (5,5%), além de 10,7% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Cerca de 39,6% do território figura como de importância regular nesta escala. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 809 — Baixo São Marcos
Com aproximadamente 546.735 hectares (cerca de 5.467 km²) em bioma Cerrado, a UPH Baixo São Marcos integra a Região Hidrográfica do Paraná. Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (40,1%), enquanto o restante (59,9%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Repartem-se as classes Alta (29,6%), Muito Alta (5,6%) e Extremamente Alta (4,9%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 810 — Bois/turvo
A UPH Bois/turvo — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, cerca de 2,27 milhões de hectares (aproximadamente 22.661 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (46,1%), enquanto o restante (53,9%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Concentram-se nas classes Alta (35,2%), Muito Alta (5,7%) e Extremamente Alta (5,2%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 811 — Claro/doce
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Claro/doce reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 1,29 milhões de hectares (aproximadamente 12.891 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (46,7%); os demais 53,3% são classificados como de importância hidrológica regular. Concentram-se nas classes Alta (34,9%), Muito Alta (6,4%) e Extremamente Alta (5,4%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 812 — Claro/jataí
Com aproximadamente 461.549 hectares (cerca de 4.615 km²) em bioma Cerrado, a UPH Claro/jataí integra a Região Hidrográfica do Paraná. Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (42%); os demais 58% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (31,3%), Muito Alta (6%) e Extremamente Alta (4,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 813 — Correntes/verde
A UPH Correntes/verde — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1,95 milhões de hectares (aproximadamente 19.488 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (38,5%), enquanto o restante (61,5%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Sobressaem as classes Alta (30,5%), Muito Alta (4,5%) e Extremamente Alta (3,5%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 814 — Corumbá
A porção cerratense da UPH Corumbá, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 2,00 milhões de hectares (aproximadamente 19.974 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (45%); os demais 55% são classificados como de importância hidrológica regular. Concentram-se nas classes Alta (33,1%), Muito Alta (6,5%) e Extremamente Alta (5,3%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 815 — Descoberto
A UPH Descoberto — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 777.606 hectares (cerca de 7.776 km²). Aqui, 46,4% do território é prioritário para a conservação de água e 53,6% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Concentram-se nas classes Alta (33,7%), Muito Alta (7,1%) e Extremamente Alta (5,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 816 — Dourados
A UPH Dourados — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 894.157 hectares (cerca de 8.942 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (47,6%); os demais 52,4% são classificados como de importância hidrológica regular. Distinguem-se as classes Alta (32,8%), Muito Alta (7,7%) e Extremamente Alta (7,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 817 — Goiânia
A porção cerratense da UPH Goiânia, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 499.095 hectares (cerca de 4.991 km²). Aqui, 46,3% do território é prioritário para a conservação de água e 53,7% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Distinguem-se as classes Alta (35%), Muito Alta (5,7%) e Extremamente Alta (5,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 819 — Mogi-Guacu
Com aproximadamente 499.624 hectares (cerca de 4.996 km²) em bioma Cerrado, a UPH Mogi-Guacu integra a Região Hidrográfica do Paraná. Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (52,8%). Distinguem-se as classes Alta (28,2%), Extremamente Alta (13,2%) e Muito Alta (11,4%). Uma fração de 47,2% é classificada como de importância hidrológica regular. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 820 — Pardo (sp)
A porção cerratense da UPH Pardo (sp), na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 292.030 hectares (cerca de 2.920 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (69,8%). Sobressaem as classes Alta (38,9%), Extremamente Alta (16,3%) e Muito Alta (14,7%). Cerca de 30,2% do território figura como de importância regular nesta escala. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 821 — Sapucaí/grande
Com aproximadamente 328.619 hectares (cerca de 3.286 km²) em bioma Cerrado, a UPH Sapucaí/grande integra a Região Hidrográfica do Paraná. Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (45%); os demais 55% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (30,3%), Extremamente Alta (8,1%) e Muito Alta (6,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 822 — Baixo Pardo/grande
A porção cerratense da UPH Baixo Pardo/grande, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 365.281 hectares (cerca de 3.653 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (50%). Repartem-se as classes Alta (20,5%), Extremamente Alta (5,5%) e Muito Alta (4,8%), além de 19,1% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Uma fração de 50% é classificada como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 823 — Turvo/grande
Com aproximadamente 213.601 hectares (cerca de 2.136 km²) em bioma Cerrado, a UPH Turvo/grande integra a Região Hidrográfica do Paraná. Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (99,7%). Distinguem-se as classes Alta (29,1%), além de 70,4% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 826 — Verde (mg)
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Verde (mg) tem, em território de Cerrado, cerca de 206 hectares. Aqui, 0% do território é prioritário para a conservação de água e 100% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 829 — Entorno do Reservatório de Furnas
A UPH Entorno do Reservatório de Furnas — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 604.718 hectares (cerca de 6.047 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (36,1%), enquanto o restante (63,9%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. A prioridade concentra-se na classe Alta (36,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 830 — Alto Canoas
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Alto Canoas reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 6.057 hectares. Aqui, 3,6% do território é prioritário para a conservação de água e 96,4% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Predomina a classe Muito Alta (3,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 831 — Alto Sapucaí
Com aproximadamente 10.637 hectares (cerca de 106 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Sapucaí integra a Região Hidrográfica do Paraná. Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (93,9%). Sobressaem as classes Alta (82,9%), Extremamente Alta (5,9%) e Muito Alta (5,2%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 832 — Entorno Represa Peixoto
A UPH Entorno Represa Peixoto — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 535.008 hectares (cerca de 5.350 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (44%), enquanto o restante (56%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Concentram-se nas classes Alta (33,3%), Extremamente Alta (6,3%) e Muito Alta (4,4%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 833 — Baixo Rio Grande
A UPH Baixo Rio Grande — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1,30 milhões de hectares (aproximadamente 13.039 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (74,4%). Sobressaem as classes Alta (32,4%), Extremamente Alta (6,2%) e Muito Alta (5,8%), além de 30% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Cerca de 25,6% do território figura como de importância regular nesta escala. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Parte relevante da unidade responde ainda ao risco de aridez, próprio das áreas em que a precipitação fica abaixo da evapotranspiração potencial. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 838 — Iguatema 01
A porção cerratense da UPH Iguatema 01, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 439.884 hectares (cerca de 4.399 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (31,5%), enquanto o restante (68,5%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Sobressai a classe Alta (30%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 840 — Ivinhema
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Ivinhema tem, em território de Cerrado, cerca de 2,45 milhões de hectares (aproximadamente 24.545 km²). Aqui, 39,1% do território é prioritário para a conservação de água e 60,9% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Repartem-se as classes Alta (25,3%), além de 10,1% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 842 — Médio Paranapanema (PR)
A porção cerratense da UPH Médio Paranapanema (PR), na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 217.623 hectares (cerca de 2.176 km²). Aqui, 29,1% do território é prioritário para a conservação de água e 70,9% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. A prioridade concentra-se na classe Alta (28,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 843 — Meia Ponte
A porção cerratense da UPH Meia Ponte, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 916.868 hectares (cerca de 9.169 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (43,8%); os demais 56,2% são classificados como de importância hidrológica regular. Concentram-se nas classes Alta (32,1%), Muito Alta (5,9%) e Extremamente Alta (5,8%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 845 — Paranaíba/patos Mg
A UPH Paranaíba/patos Mg — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 966.927 hectares (cerca de 9.669 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (40,8%); os demais 59,2% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (31,3%), Extremamente Alta (5,2%) e Muito Alta (4,3%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 846 — Alto Paranapanema (sp)
Com aproximadamente 787.563 hectares (cerca de 7.876 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Paranapanema (sp) integra a Região Hidrográfica do Paraná. Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (41,3%), enquanto o restante (58,7%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Sobressaem as classes Alta (24,9%), Muito Alta (8,3%) e Extremamente Alta (8,1%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 847 — Medio Paranapanema (sp)
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Medio Paranapanema (sp) reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 1,02 milhões de hectares (aproximadamente 10.164 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (48,8%), enquanto o restante (51,2%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Repartem-se as classes Alta (17,6%), além de 26,5% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). O risco de aridez marca porções expressivas do território, onde o déficit hídrico é estrutural. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 848 — Pontal do Paranapanema
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Pontal do Paranapanema tem, em território de Cerrado, aproximadamente 175.255 hectares (cerca de 1.753 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (94,5%). Predominam faixas sob risco de aridez (88,8%). Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 849 — Pardo (ms)
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Pardo (ms) tem, em território de Cerrado, cerca de 3,71 milhões de hectares (aproximadamente 37.134 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (95,5%). Concentram-se nas classes Alta (30,3%), Muito Alta (4,6%) e Extremamente Alta (3,8%), além de 56,8% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 850 — Pcj
A UPH Pcj — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 133.121 hectares (cerca de 1.331 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (89%). Sobressaem as classes Extremamente Alta (32,1%), Muito Alta (31%) e Alta (26%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 851 — Peixe (sp)
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Peixe (sp) reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 23.718 hectares (cerca de 237 km²). A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Sobressaem as classes Alta (8,8%), além de 91,2% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de caráter misto quanto ao uso do solo. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 853 — Quitéria
A porção cerratense da UPH Quitéria, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 432.812 hectares (cerca de 4.328 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (69,2%). Concentram-se nas classes Alta (31,7%), Extremamente Alta (5,5%) e Muito Alta (4,7%), além de 27,4% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Os demais 30,8% comparecem como de importância hidrológica regular. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 854 — R Santana/r Aporé
A porção cerratense da UPH R Santana/r Aporé, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 1,16 milhões de hectares (aproximadamente 11.596 km²). Aqui, 49,7% do território é prioritário para a conservação de água e 50,3% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Concentram-se nas classes Alta (37,6%), Muito Alta (6,3%) e Extremamente Alta (5,1%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 855 — São Bartolomeu
A porção cerratense da UPH São Bartolomeu, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 459.991 hectares (cerca de 4.600 km²). Aqui, 47,3% do território é prioritário para a conservação de água e 52,7% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Concentram-se nas classes Alta (36,3%), Extremamente Alta (6,4%) e Muito Alta (4,5%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 856 — Sao Jose dos Dourados
A UPH Sao Jose dos Dourados — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, cerca de 6.196 hectares. Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Distinguem-se as classes Alta (96,1%), além de 3,9% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, próprio de áreas com déficit hídrico, onde se recomendam práticas de manejo do solo e reservação da água. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 857 — Sucuriú
A porção cerratense da UPH Sucuriú, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 2,63 milhões de hectares (aproximadamente 26.280 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (69,1%). Repartem-se as classes Alta (31,1%), Muito Alta (8,8%) e Extremamente Alta (7,1%), além de 22% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Os demais 30,9% comparecem como de importância hidrológica regular. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 858 — Tibagi 01
A UPH Tibagi 01 — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 96.820 hectares (cerca de 968 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (40,5%), enquanto o restante (59,5%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Distinguem-se as classes Alta (25,5%), Muito Alta (8,4%) e Extremamente Alta (6,6%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 861 — Tietê/sorocaba
A porção cerratense da UPH Tietê/sorocaba, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange aproximadamente 167.338 hectares (cerca de 1.673 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (94,4%). Distinguem-se as classes Alta (49,1%), Extremamente Alta (24,5%) e Muito Alta (20,8%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 862 — Tietê/jacaré
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Tietê/jacaré tem, em território de Cerrado, aproximadamente 571.864 hectares (cerca de 5.719 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (73,7%). Sobressaem as classes Alta (39,3%), Extremamente Alta (10,7%) e Muito Alta (6,8%), além de 16,9% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Cerca de 26,3% do território figura como de importância regular nesta escala. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. A bacia é de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 863 — Tietê/batalha
Com aproximadamente 44.460 hectares (cerca de 445 km²) em bioma Cerrado, a UPH Tietê/batalha integra a Região Hidrográfica do Paraná. Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Repartem-se as classes Alta (55,6%), Muito Alta (20,6%) e Extremamente Alta (9,9%), além de 13,9% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 864 — Baixo Tietê
A porção cerratense da UPH Baixo Tietê, na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 649 hectares. Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). A prioridade concentra-se na classe Alta (100%). Predomina o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, próprio de áreas com déficit hídrico, onde se recomendam práticas de manejo do solo e reservação da água. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 865 — Tijuco/ituiutaba
Na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Tijuco/ituiutaba reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 643.931 hectares (cerca de 6.439 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (45,4%), enquanto o restante (54,6%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Distinguem-se as classes Alta (33,9%), Muito Alta (6,5%) e Extremamente Alta (4,9%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A metodologia da APRHIC realça as áreas de maior recarga e infiltração, que sustentam o fluxo d’água nos períodos secos a jusante; por isso pode não destacar zonas de descarga — planícies alagadas e fundos de vale. Uma classificação regular não indica ausência de importância hídrica: são ambientes de valor ecológico singular, que pedem estudos próprios, e a degradação das áreas de recarga a montante pode descaracterizá-los mesmo sem impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 867 — Verdão/verdinho
A UPH Verdão/verdinho — Região Hidrográfica do Paraná — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 867.538 hectares (cerca de 8.675 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (45,6%), enquanto o restante (54,4%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Sobressaem as classes Alta (34,8%), Muito Alta (6,7%) e Extremamente Alta (4,1%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 868 — Verde
Inserida na Região Hidrográfica do Paraná, a UPH Verde tem, em território de Cerrado, aproximadamente 425.318 hectares (cerca de 4.253 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (42,4%), enquanto o restante (57,6%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Repartem-se as classes Alta (32%), Muito Alta (5,4%) e Extremamente Alta (5%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 869 — Verde (ms)
A porção cerratense da UPH Verde (ms), na Região Hidrográfica do Paraná, abrange cerca de 2,33 milhões de hectares (aproximadamente 23.264 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (97,2%). Sobressaem as classes Alta (34,5%), Muito Alta (5,4%) e Extremamente Alta (5%), além de 52,3% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. É um território de caráter misto quanto ao uso do solo. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 870 — Veríssimo/catalão
Com aproximadamente 571.533 hectares (cerca de 5.715 km²) em bioma Cerrado, a UPH Veríssimo/catalão integra a Região Hidrográfica do Paraná. Aqui, 39,5% do território é prioritário para a conservação de água e 60,5% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Repartem-se as classes Alta (30,8%), Muito Alta (4,4%) e Extremamente Alta (4,3%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
3.10. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Bacia do Parnaíba
Figura 14. APRHIC na Região Hidrográfica do Parnaíba — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
A Região Hidrográfica do Parnaíba tem no Cerrado sua origem quase integral — o bioma fornece 100% de sua água — e o mapeamento confirma seu peso: 94,5% (18.928.196 ha) dos 20.023.392 ha analisados são prioritários. A prioridade Alta responde por 36,6% (7.330.707 ha), a Extremamente Alta por 9,5% (1.909.655 ha) e a Muito Alta por 8,9% (1.782.330 ha), enquanto o risco de aridez alcança expressivos 39,5% (7.905.504 ha), marca de sua porção nordestina; restam apenas 5,5% (1.095.196 ha) de importância regular.
Nesta Região Hidrográfica, a Proteção lidera com 40,2% (8.043.605 ha), praticamente empatada com o Conjunto de Ações Diversas, com 39,5% (7.905.504 ha) ligado à aridez; seguem-se o Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 7,1% (1.431.158 ha), o Comando e Controle, com 5,6% (1.117.727 ha), e a Restauração Ecológica, com apenas 2,1% (430.202 ha), indicando que a maior parte do território conserva cobertura nativa.
No detalhamento, o Comando e Controle soma 5,6% — 3,4% (671.699 ha) Alta, 1,3% (267.788 ha) Muito Alta e 0,9% (178.240 ha) Extremamente Alta. A Proteção concentra 29,4% (5.879.996 ha) em prioridade Alta, 6,0% (1.195.437 ha) Extremamente Alta e 4,8% (968.172 ha) Muito Alta. A Restauração sob risco de degradação soma 2,1%, com 1,1% (211.946 ha) Alta, e é residual sob risco padrão. O Manejo do Solo, ligado à aridez, alcança 7,1%, distribuído em 2,8% (561.782 ha) Alta, 2,2% (445.539 ha) Muito Alta e 2,1% (423.837 ha) Extremamente Alta. O Conjunto de Ações Diversas ocupa 39,5% e a importância regular, 5,5%.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica do Parnaíba — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Parnaíba (17 unidades)
UPH 901 — Baixo Parnaíba Ma
A UPH Baixo Parnaíba Ma — Região Hidrográfica do Parnaíba — soma, na fração de Cerrado, cerca de 8.302 hectares. Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Sobressaem as classes Alta (44,9%) e Extremamente Alta (16,4%), além de 38,7% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. O risco de aridez marca porções expressivas do território, onde o déficit hídrico é estrutural. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 902 — Baixo Parnaíba Pi
Na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Baixo Parnaíba Pi reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 6.680 hectares. Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Sobressaem as classes Muito Alta (32,2%) e Alta (9,8%), além de 58% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de caráter misto quanto ao uso do solo. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 903 — Canindé
Na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Canindé reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 274.736 hectares (cerca de 2.747 km²). A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Distinguem-se as classes Alta (51,4%), Extremamente Alta (19,8%) e Muito Alta (10%), além de 18,8% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 904 — Difusas da Barragem de Boa Esperança
Com aproximadamente 775.340 hectares (cerca de 7.753 km²) em bioma Cerrado, a UPH Difusas da Barragem de Boa Esperança integra a Região Hidrográfica do Parnaíba. Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Distinguem-se as classes Alta (31,8%), Extremamente Alta (7%) e Muito Alta (4,2%), além de 57% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 905 — Difusas do Alto Parnaíba
A porção cerratense da UPH Difusas do Alto Parnaíba, na Região Hidrográfica do Parnaíba, abrange cerca de 1,47 milhões de hectares (aproximadamente 14.736 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (96,5%). Concentram-se nas classes Alta (28,4%), Extremamente Alta (7,8%) e Muito Alta (5,4%), além de 54,9% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 906 — Difusas do Médio Parnaíba
A UPH Difusas do Médio Parnaíba — Região Hidrográfica do Parnaíba — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 403.440 hectares (cerca de 4.034 km²). A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (100%). Distinguem-se as classes Alta (33,8%), Muito Alta (6,1%) e Extremamente Alta (4,8%), além de 55,3% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 907 — Gurguéia
A porção cerratense da UPH Gurguéia, na Região Hidrográfica do Parnaíba, abrange cerca de 3,03 milhões de hectares (aproximadamente 30.322 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Distinguem-se as classes Alta (33,4%), Muito Alta (12%) e Extremamente Alta (9,1%), além de 45,5% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 908 — Igarapé Mariquita
Inserida na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Igarapé Mariquita tem, em território de Cerrado, aproximadamente 553.470 hectares (cerca de 5.535 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (79,2%). Sobressaem as classes Alta (41,2%), Extremamente Alta (8,4%) e Muito Alta (7,4%), além de 22,2% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Parte relevante da unidade responde ainda ao risco de aridez, próprio das áreas em que a precipitação fica abaixo da evapotranspiração potencial. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 909 — Itaueira
A porção cerratense da UPH Itaueira, na Região Hidrográfica do Parnaíba, abrange aproximadamente 598.014 hectares (cerca de 5.980 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Repartem-se as classes Alta (28,4%), além de 67,6% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 910 — Paranaiba 07
A UPH Paranaiba 07 — Região Hidrográfica do Parnaíba — soma, na fração de Cerrado, cerca de 1,87 milhões de hectares (aproximadamente 18.676 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (83,9%). Sobressaem as classes Alta (40,2%), Muito Alta (6,6%) e Extremamente Alta (6,4%), além de 30,8% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 911 — Balsas
Na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Balsas reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 4,99 milhões de hectares (aproximadamente 49.914 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (99,6%). Sobressaem as classes Alta (28,3%), Extremamente Alta (5,5%) e Muito Alta (5,2%), além de 60,5% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. É um território de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 912 — Médio Parnaíba (ma)
Inserida na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Médio Parnaíba (ma) tem, em território de Cerrado, aproximadamente 622.514 hectares (cerca de 6.225 km²). A conservação de água é prioritária em quase toda a sua extensão (99,7%). Distinguem-se as classes Alta (30,8%), Extremamente Alta (5,5%) e Muito Alta (5%), além de 58,4% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. Trata-se de unidade de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 913 — Baixo Parnaíba (ma)
Inserida na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Baixo Parnaíba (ma) tem, em território de Cerrado, aproximadamente 541.022 hectares (cerca de 5.410 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (77,4%). Repartem-se as classes Alta (33,3%), Extremamente Alta (5,8%) e Muito Alta (4%), além de 34,4% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. A bacia é de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 914 — Difusas do Baixo Parnaíba
A UPH Difusas do Baixo Parnaíba — Região Hidrográfica do Parnaíba — soma, na fração de Cerrado, aproximadamente 703.431 hectares (cerca de 7.034 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (66,4%). Concentram-se nas classes Alta (34,1%), Muito Alta (5,5%) e Extremamente Alta (5,2%), além de 21,6% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Cerca de 33,6% do território figura como de importância regular nesta escala. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). Parte relevante da unidade responde ainda ao risco de aridez, próprio das áreas em que a precipitação fica abaixo da evapotranspiração potencial. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 915 — Piranji/ibiapaba
Na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Piranji/ibiapaba reúne, em sua parcela cerratense, aproximadamente 36.748 hectares (cerca de 367 km²). Praticamente todo o seu território é prioritário para a conservação de água (100%). Sobressaem as classes Alta (3,4%), além de 96,6% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. A bacia é de mosaico misto entre remanescentes e áreas convertidas. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 916 — Poti
A porção cerratense da UPH Poti, na Região Hidrográfica do Parnaíba, abrange cerca de 2,28 milhões de hectares (aproximadamente 22.798 km²). Quase a totalidade da unidade é prioritária para a conservação de água (100%). Distinguem-se as classes Alta (48,7%), Muito Alta (7,5%) e Extremamente Alta (7,2%), além de 36,6% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A assinatura da aridez comparece em faixas da unidade, reflexo do balanço hídrico negativo em parte do ano. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 919 — Uruçuí-Preto
Na Região Hidrográfica do Parnaíba, a UPH Uruçuí-Preto reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 1,86 milhões de hectares (aproximadamente 18.550 km²). Aqui a prioridade para a conservação de água alcança quase toda a área (100%). Repartem-se as classes Alta (33,5%), Extremamente Alta (12,4%) e Muito Alta (9,9%), além de 44,2% em faixas sob risco de aridez. A indicação predominante é a de um Conjunto de Ações Diversas, próprio de bacias de predominância mista sob risco de aridez, que reúne combinações das demais ações. Trata-se de unidade de caráter misto quanto ao uso do solo. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
3.11. Escala Regiões Hidrográficas no bioma, Bacia do Tocantins-Araguaia
Figura 15. APRHIC na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia — prioridade hidrológica, ação prioritária e risco predominante combinados. Fonte: Instituto Cerrados / IPH-UFRGS (2026).
A Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia é a mais extensa em área de Cerrado (60.030.122 ha), e apresenta 40,4% (24.276.341 ha) de proporção prioritária. Entre as áreas prioritárias, a prioridade Alta responde por 24,4% (14.645.086 ha), a Extremamente Alta por 4,8% (2.855.915 ha), a Muito Alta por 3,7% (2.195.208 ha) e a aridez por 7,6% (4.580.132 ha).
A Proteção é a ação predominante, com 16,1% (9.666.732 ha), seguida da Restauração Ecológica, com 14,5% (8.720.069 ha), do Conjunto de Ações Diversas, com 7,6% (4.580.132 ha), do Comando e Controle, com 1,5% (872.260 ha), e do Manejo do Solo e Reservação Hídrica, com 0,7% (437.148 ha).
No detalhe, o Comando e Controle soma 1,5%, com 0,8% (472.693 ha) Alta. A Proteção concentra 9,9% (5.938.345 ha) em prioridade Alta, 3,9% (2.363.656 ha) Extremamente Alta e 2,3% (1.364.731 ha) Muito Alta. A Restauração sob risco de degradação do solo soma 7,5% — 6,6% (3.984.797 ha) Alta — e sob risco padrão 7,0%, também concentrada na prioridade Alta (6,6%, 3.957.216 ha). O Manejo do Solo é modesto (0,7%), e o Conjunto de Ações Diversas responde por 7,6% sob aridez. Os 59,6% de importância regular reforçam a leitura de que, nessa escala, a priorização interna distribui-se sobre um vasto território.
Composição das classes APRHIC na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia — participação de cada combinação de ação prioritária, risco predominante e prioridade hidrológica.Detalhamento por UPH — Região Hidrográfica Tocantins-Araguaia (12 unidades)
UPH 1102 — Alto Araguaia
Inserida na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, a UPH Alto Araguaia tem, em território de Cerrado, cerca de 6,23 milhões de hectares (aproximadamente 62.256 km²). Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (36,9%), enquanto o restante (63,1%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Distinguem-se as classes Alta (27,6%), Extremamente Alta (4,9%) e Muito Alta (4,4%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1103 — Alto Médio Araguaia
Com cerca de 7,02 milhões de hectares (aproximadamente 70.249 km²) em bioma Cerrado, a UPH Alto Médio Araguaia integra a Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia. Parte significativa da unidade é prioritária para a conservação de água (32,6%), enquanto o restante (67,4%) figura como de importância hidrológica regular nesta escala. Concentram-se nas classes Alta (25,3%) e Muito Alta (4,3%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1104 — Alto Médio Tocantins
A porção cerratense da UPH Alto Médio Tocantins, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange cerca de 7,27 milhões de hectares (aproximadamente 72.708 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (50,6%). Repartem-se as classes Alta (31,9%), Extremamente Alta (6,3%) e Muito Alta (4%), além de 8,4% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Uma fração de 49,4% é classificada como de importância hidrológica regular. Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1105 — Alto Mortes
Na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, a UPH Alto Mortes reúne, em sua parcela cerratense, cerca de 4,01 milhões de hectares (aproximadamente 40.107 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (45,9%); os demais 54,1% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (34,5%), Muito Alta (7,1%) e Extremamente Alta (4,4%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
UPH 1106 — Alto Tocantins
A porção cerratense da UPH Alto Tocantins, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange cerca de 5,12 milhões de hectares (aproximadamente 51.211 km²). Uma fração expressiva do território é prioritária para a conservação de água (41%); os demais 59% são classificados como de importância hidrológica regular. Repartem-se as classes Alta (31,2%), Muito Alta (6%) e Extremamente Alta (3,9%). A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Que parte da unidade apareça como de importância regular não significa baixo valor hídrico: a APRHIC destaca as áreas de recarga, e as porções de descarga — várzeas, fundos de vale — cumprem funções ecológicas próprias, sensíveis à degradação das zonas de infiltração a montante. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1107 — Baixo Araguaia
A porção cerratense da UPH Baixo Araguaia, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange aproximadamente 690.990 hectares (cerca de 6.910 km²). A maior parte do território é prioritária para a conservação de água (94,4%). Distinguem-se as classes Alta (63,4%), Muito Alta (16,8%) e Extremamente Alta (14,2%). Predomina a Restauração Ecológica, voltada a bacias predominantemente antropizadas, base para a regeneração natural, os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de APPs e Reservas Legais. É um território de predominância de cobertura antropizada (menos de 60% de vegetação nativa). Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1108 — Baixo Mortes
A porção cerratense da UPH Baixo Mortes, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange cerca de 1,79 milhões de hectares (aproximadamente 17.886 km²). Aqui, 14,9% do território é prioritário para a conservação de água e 85,1% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Sobressai a classe Alta (14,9%). A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de forte presença de vegetação nativa preservada. As classes regulares refletem a lógica do método, centrado na recarga e na infiltração que sustentam o fluxo dos rios na seca. Áreas de descarga — várzeas e fundos de vale — podem não ser realçadas, mas guardam relevância hidrológica e ecológica singular; perturbações a montante repercutem sobre elas ainda que não sofram impacto direto. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 1111 — Médio Tocantins (to)
Inserida na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, a UPH Médio Tocantins (to) tem, em território de Cerrado, cerca de 7,13 milhões de hectares (aproximadamente 71.285 km²). A conservação de água é prioritária na maior parte da unidade (52,1%). Repartem-se as classes Alta (30,9%), Muito Alta (3,6%) e Extremamente Alta (3,3%), além de 14,3% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Uma fração de 47,9% é classificada como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. Trata-se de unidade de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1112 — Médio Araguaia
Com cerca de 7,07 milhões de hectares (aproximadamente 70.657 km²) em bioma Cerrado, a UPH Médio Araguaia integra a Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia. Aqui, 29,9% do território é prioritário para a conservação de água e 70,1% comparecem como de importância hidrológica regular nesta escala de análise. Concentram-se nas classes Alta (21,5%), Muito Alta (4,9%) e Extremamente Alta (3,4%). Predomina a Proteção, voltada às bacias predominantemente nativas e sem desmatamento recente, base para a criação de unidades de conservação, a formação de corredores ecológicos e a priorização da compensação ambiental. Trata-se de unidade de forte presença de vegetação nativa preservada. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. O conjunto do território importa para a segurança hídrica que nasce no Cerrado e alcança as bacias a jusante.
UPH 1114 — Paranã
A porção cerratense da UPH Paranã, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange cerca de 5,98 milhões de hectares (aproximadamente 59.761 km²). Boa parte da área é prioritária para a conservação de água (88,3%). Concentram-se nas classes Alta (25,1%), Extremamente Alta (5,8%) e Muito Alta (4,5%), além de 53% em faixas sob risco de aridez. Predomina o Conjunto de Ações Diversas, típico de bacias mistas sob risco de aridez, que combina elementos das outras estratégias. Trata-se de unidade de caráter misto quanto ao uso do solo. Toda a unidade cumpre função no ciclo que sustenta a água do Cerrado, bioma que abastece boa parte dos rios brasileiros.
UPH 1115 — Sono
Com cerca de 4,56 milhões de hectares (aproximadamente 45.561 km²) em bioma Cerrado, a UPH Sono integra a Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia. Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (51,4%). Concentram-se nas classes Alta (30,8%), Muito Alta (9,6%) e Extremamente Alta (4,9%), além de 6,1% em faixas sob risco de aridez, com Conjunto de Ações Diversas. Cerca de 48,6% do território figura como de importância regular nesta escala. A ação predominante é a Proteção, indicada a bacias ainda cobertas por vegetação nativa e sem tendência recente de desmatamento, o que subsidia unidades de conservação, corredores ecológicos e o direcionamento da compensação de reserva legal para as bacias de maior importância hídrica. É um território de predominância de vegetação nativa (ao menos 60% de cobertura nativa). A prioridade regular decorre do foco da APRHIC nas áreas de recarga, e não de menor importância dessas porções. Zonas de descarga a jusante — planícies e fundos de vale — prestam serviços ecossistêmicos próprios e demandam estudos específicos; sua manutenção depende da conservação das áreas de recarga situadas acima. Cada porção contribui para a produção de água do Cerrado, berço das águas que abastecem o país.
UPH 1116 — Submédio Araguaia
A porção cerratense da UPH Submédio Araguaia, na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, abrange cerca de 3,17 milhões de hectares (aproximadamente 31.711 km²). Predomina, na unidade, a prioridade para a conservação de água (55,8%). Concentram-se nas classes Alta (43,4%), Muito Alta (6,5%) e Extremamente Alta (5,8%). Os demais 44,2% comparecem como de importância hidrológica regular. A ação predominante é a Restauração Ecológica, indicada a bacias já antropizadas, orientando a regeneração natural, a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal e a revitalização de bacias. É um território de paisagem majoritariamente convertida a usos antrópicos. Por priorizar as porções de recarga e infiltração — as que garantem vazão nas estiagens —, a metodologia pode não sublinhar as áreas de descarga situadas a jusante. Isso não as torna menos importantes: planícies alagadas e fundos de vale têm valor hídrico e ecológico próprio e dependem diretamente da integridade das zonas de recarga acima delas. Nenhuma dessas porções deve ser lida como dispensável: todas integram o sistema que garante a água do Cerrado e de quem depende dele.
4. Possibilidades de aplicação
A identificação das APRHIC constitui um instrumento de planejamento que indica onde, por que e como agir para ampliar a segurança hídrica por meio de soluções baseadas na natureza, orientando esforços em diferentes escalas de governança — do nível federal aos comitês de bacia e aos municípios. Por combinar prioridade hidrológica, ação recomendada e risco predominante, o instrumento não se limita a apontar áreas relevantes: ele qualifica o tipo de intervenção mais adequado a cada porção do território, o que o torna aplicável a uma ampla gama de políticas públicas e de iniciativas privadas.
No campo da conservação, as APRHIC subsidiam a criação e a priorização de unidades de conservação voltadas à manutenção dos estoques de água, nos termos do art. 2º, inciso I, da Lei nº 9.985/2000, bem como a formação de corredores ecológicos e de biodiversidade que assegurem a conectividade das paisagens e os serviços ecossistêmicos associados à água. Podem, ainda, orientar a compensação de reserva legal, nos termos do capítulo IV, seção I, da Lei nº 12.651/2012, direcionando-a para as bacias de maior importância hidrológica.
Na frente de recuperação da vegetação, o instrumento indica prioridades para a condução da regeneração natural, a restauração ecológica e a recomposição de áreas degradadas — conforme a Lei nº 12.651/2012, a Lei nº 14.653/2023 e o art. 3º do Decreto nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017 —, podendo também embasar os Programas de Regularização Ambiental e a recomposição de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal onde o retorno em regulação hídrica é maior. Soma-se a isso a execução de ações de revitalização de bacias hidrográficas do Cerrado, incluídas aquelas previstas no escopo dos instrumentos decorrentes da desestatização da Eletrobrás, conforme o art. 3º da Lei nº 10.838/2004 e a Lei nº 14.182/2021.
No comando e controle, as APRHIC ajudam a direcionar a fiscalização, a prevenção e o combate ao desmatamento e às queimadas como medidas de proteção dos serviços ecossistêmicos, além de fundamentar ações de monitoramento ambiental, conforme a Lei nº 11.367/2006 e o art. 61, incisos IX e XVII, da Lei nº 12.651/2012. No domínio da gestão das águas, contribuem para o aperfeiçoamento dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos em bacias inseridas no Cerrado, subsidiando o enquadramento dos corpos d'água, a outorga de direito de uso, os planos de recursos hídricos e as decisões dos comitês de bacia.
Para além do arcabouço já consolidado, as APRHIC abrem outras possibilidades. Podem orientar a implementação de programas de Pagamento por Serviços Ambientais, no marco da Política Nacional instituída pela Lei nº 14.119/2021, priorizando o PSA hídrico nas bacias de maior potencial de regulação; direcionar editais, fundos e mecanismos de financiamento — inclusive de mercados de carbono e de restauração — para onde o retorno socioambiental é mais expressivo; e informar o Zoneamento Ecológico-Econômico e o ordenamento territorial. No campo do abastecimento, oferecem base técnica para a proteção de mananciais e para a segurança hídrica das cidades; e, na agenda climática, integram-se às estratégias de adaptação baseada em ecossistemas e às metas nacionais de clima, conectando a conservação da água do Cerrado à mitigação e à adaptação às mudanças climáticas.